Heróis da Fé: Robert Murray M'Cheyne e o legado da leitura da Bíblia em 1 ano

  • 14/10/2021
Heróis da Fé: Robert Murray M'Cheyne e o legado da leitura da Bíblia em 1 ano
Heróis da Fé: Robert Murray M'Cheyne e o legado da leitura da Bíblia em 1 ano (Foto: Reprodução)

Robert Murray M'Cheyne nasceu em maio de 1813, em Edimburgo (Escócia), como o filho mais novo de uma família de cinco pessoas. Seu pai era um advogado próspero e um homem de importância social. Sua espaçosa casa, com seus jardins, proporcionava uma vista gloriosa para as margens de Fife, uma região muito apreciada em St. Andews. Ali, M'Cheyne passou sua infância e juventude.

Depois de cursar o ensino médio com sucesso, ele entrou na Faculdade de Letras da Universidade de Edimburgo, no outono de 1827, como estudante de clássicos.

Em princípio, ele tinha uma fé cristã formal. Bem-educado, durante os primeiros anos M'Cheyne teve uma vida social ativa e foi, como ele próprio admitiu mais tarde, descuidado com Deus e com os assuntos espirituais.

Mas tudo mudou em 1831, quando David, seu irmão mais velho, morreu com apenas 27 anos. David estava deprimido, mas pouco antes de sua morte encontrou paz por meio de Cristo e começou a orar por seu irmão.

Uma nova forma de ver a vida tocou M'Cheyne, e ele começou a questionar seu estado espiritual e passou a frequentar uma igreja onde o Evangelho era pregado. Logo ele aceitou a Cristo como Salvador e se candidatou para ser ministro na Igreja da Escócia. Assim, começou seu treinamento teológico na Divinity Hall, em Edimburgo.

Sob a liderança de homens como Chalmers e Welsh, houve uma nova efervescência na vida espiritual no colégio nesta época; na verdade, foi um avivamento na vida da própria Igreja da Escócia.

Terminando seu treinamento, M'Cheyne serviu como assistente em uma igreja perto de Falkirk. Em 1836, menos de um ano depois, mudou-se para Dundee como ministro da Igreja de São Pedro. Era uma situação exigente em uma área pobre, densamente povoada e industrial. A saúde precária de M'Cheyne - ele pode já ter tuberculose - não foi ajudada pela localização.

M'Cheyne costumava registrar sua vida espiritual em um diário. Nele pode-se entender a crescente vida de comunhão com Deus e seu interesse pela eternidade. Entradas como esta falam por si mesmas:

"22 de junho. Comprei as obras de Edwards. Na verdade, não havia nada em mim que pudesse tê-lo induzido a me escolher. Eu era apenas como as outras marcas sobre as quais o fogo já está aceso, que deveria queimar para sempre!

15 de agosto. Pergunta extremamente importante, estou resgatando o tempo?

"23 de fevereiro, sábado. Levantei-me cedo para buscar a Deus e encontrei Aquele a quem minha alma ama. Quem não se levantaria cedo para encontrar tal companhia?"

Ministério

A vida de M'Cheyne deixava claro para sua igreja que ele não era um ministro comum. Durante toda a sua juventude, M'Cheyne foi um pregador poderoso; seus sermões eram bíblicos, compassivos e convincentes.

M'Cheyne falou com clareza e simplicidade. No entanto, foi a pessoa, tanto quanto o pregador, que parece ter causado um impacto. Ele era alguém que conhecia Deus pessoalmente e isso ficava óbvio para as pessoas.

Ele trabalhou duro como pastor, visitando regularmente as casas para falar sobre Jesus e, quando necessário, escrevendo cartas para as pessoas.

A saúde precária obrigava M'Cheyne a tirar folga frequentemente. Mas ele usava esses períodos para orar, ler as Escrituras e escrever cartas. Esses momentos aumentaram o sentimento de que ele tinha apenas alguns anos de vida e deu uma urgência ao seu ministério.

É fácil imaginar M'Cheyne como um homem solitário. A realidade, porém, é que ele era profundamente amado por sua congregação e seus muitos amigos, que incluíam outros ministros. Ele nunca se casou, mas tinha uma noiva na época de sua morte.

Missão na Ásia e morte

Em 1839, M'Cheyne foi enviado, junto com três outros ministros, à Palestina para uma viagem ministerial de oito meses.

Durante a ausência de M'Cheyne, um 'despertar' - um avivamento - ocorreu em sua igreja. Houve muitas conversões e a profunda rededicação de quem já era cristão. Essa atmosfera de reavivamento continuou durante os breves anos restantes do ministério de M'Cheyne na Basílica de São Pedro.

Em 1843, com 29 anos e apenas sete anos de ministério, M'Cheyne pegou tifo e morreu. Seu impacto foi tanto que em seu funeral 6.000 pessoas se enfileiraram nas ruas.

Leitura da Bíblia em 1 ano

A morte não acabou com a influência de M'Cheyne. Em dois anos, Andrew Bonar, um amigo próximo e colega ministro, produziu um livro intitulado The Memoir and Remains of the Rev. Robert Murray M'Cheyne (com trechos de algumas das cartas e sermões de M'Cheyne.)

A obra se tornou um clássico espiritual que ajudou muitas pessoas e nunca ficou fora de catálogo.

Um grande legado que M'Cheyne deu ao mundo se tornou uma importante herança para os cristãos, o sistema para organizar a leitura da Bíblia em um ano.

Esse piedoso pastor elaborou um plano de leitura diária da Bíblia, pelo qual o Antigo Testamento é lido uma vez e o Novo Testamento e Salmos são lidos duas vezes ao ano. A leitura é dividida em duas partes: familiar e pessoal. Seu objetivo é promover a reunião da família em torno da Palavra de Deus e estimular a comunhão espiritual entre os membros da família. Assim, cada pessoa terá dois momentos por dia de encontro com Deus em Sua Palavra.

Robert Murray M'Cheyne faleceu em 25 de março de 1843, em Dundee, no Reino Unido.

FONTE: http://guiame.com.br/gospel/mundo-cristao/herois-da-fe-robert-murray-mcheyne-e-o-legado-da-leitura-da-biblia-em-1-ano.html


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